SEJAM BEM VINDOS

"Caros companheiros, esse espaço é dedicado a textos políticos, históricos e filosóficos como também para as ações do Nosso Mandato Popular.
Leia, discuta, critique e divulgue nossa luta."
Profº Glauber Robson

sábado, 26 de setembro de 2009

Considerações sobre o caso Secretaria de Educação.

CARTA AO POVO DE PACAJUS.
Caro conterrâneo, venho através destas breves palavras trazer a você minha total indignação e protesto quanto a falta de clareza com a qual foi conduzida a apuração das denúncias de suposto superfaturamento dos recursos do PDDE, Programa Dinheiro Direto na Escola. Esclareço que cumpri o meu papel de parlamentar eleito com o voto do povo pacajuense, solicitei através de requerimento que a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Pacajus convocasse o Secretário de Educação do município para prestar esclarecimentos sobre a denúncia feita a ele em uma emissora de TV local. Porém quando posto em votação o requerimento foi reprovado, apenas dois vereadores: Professor Glauber e Joseilton optaram pela investigação do fato.
O dinheiro do programa PDDE, é um dinheiro público e a nosso ver o dinheiro público deve ser tratado com zelo e responsabilidade, não queremos aqui fazer acusações a ninguém, mas por que não INVESTIGAR? Por que deixar pra lá como se nada tivesse acontecido? Foram feitas denúncias e por que não apurá-las? Do que o Secretário está se escondendo? Caro leitor tenho tido o Maximo cuidado procurando ser justo em minhas posições na Câmara Municipal. O que é do bem de nossa gente temos votado com prazer e o que a nosso ver é prejudicial temos tentado negociar e chegar a um consenso e votado contra quando não é do bem de todos, quebrando uma tradição de beneficiar apenas alguns grupos de nossa cidade. Estivemos presentes na luta por um horário justo para os Profissionais da Educação, fomos enérgicos em busca de melhorar o Estatuto dos Servidores Municipais, ampliando os direitos destes. Lutamos para barrar artigos que julgamos danosos na Lei que trouxe de volta a Previdência Municipal. Discutimos e conseguimos alterar o texto original do Código de Posturas do Município que a nosso ver prejudicaria o comércio local.
Por isso me senti na OBRIGAÇÃO de lhe trazer o meu sentimento que é de indignação e tristeza, mas com o coração cheio de esperança de que juntos ainda vamos construir um Pacajus transparente e com amplo acesso da população aos gastos públicos. Lembre-se leitor o que é público é de TODOS, não é daqueles que administram. Os agentes públicos têm a obrigação de cuidar do que é do POVO. A obrigação de um governante é cuidar bem do seu povo. É o que vamos continuar cobrando da atual administração, que possa cumprir seu papel de agente público.
Espero ter sido claro e objetivo nestas curtas palavras, aqueles que acreditaram e acreditam no nosso trabalho tenham a certeza de que continuaremos juntos lutando, construindo dia-a-dia um Pacajus melhor. Jamais nos tornaremos indiferentes ante qualquer injustiça! Até a vitória sempre.
Professor Glauber Robson, Vereador do Partido dos Trabalhadores.
Entre em contato conosco. Email: professorglauber13500@hotmail.com ou (85) 8899-7430. Visite também nosso Blog: www.professorglauber13500.blogspot.com

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Carta a Juventude Pacajuense.

Tenho feito muitas reflexões sobre os sonhos e os desafios de nossos jovens. Lembro-me de um pensamento do grande revolucionário argentino de nascimento e cidadão do mundo por sentimento, Che Guevara: “A argamassa fundamental de nossa obra é a Juventude, nela depositamos nossa esperança e o preparamos para tomar de nossas mãos a nossa bandeira de luta”

Então, faço a seguinte pergunta: A juventude realmente está sendo a argamassa de nossa obra? Realmente depositamos nela esperança? Estamos preparando nossos jovens para assumir postos importantes? A resposta das três perguntas é não!

No atual cenário sócio-político-econômico em que atuamos, o jovem carrega o peso da transitoriedade, por isso não é percebido como agente político. Não participa ativamente das decisões, sendo submetidos a planos inferiores. Um grave erro! Que cria uma juventude inerte, incapaz de reconhecer e lutar por seus direitos e se sujeitando a migalhas e favores onde na verdade são direitos garantidos e inalienáveis que são dados a conta gotas.

O que é ser jovem no Brasil hoje?

É pertencer a um grupo de cerca de 40 milhões de pessoas, ou seja, 20% da população do país. É está ligada de alguma forma ao mundo do trabalho, pois de cada 10 jovens entre 15 e 24 anos, 7 estão trabalhando ou buscando trabalho. É cumprir uma longa jornada de trabalho associada aos estudos.

É fazer parte daqueles que tem como maior preocupação o desemprego e a violência. É uma imensa massa que é jogada a segundo plano, por está em formação.

No entanto, você jovem tem que se conscientizar do seu papel, papel de “produtor do mundo”, ou seja, capaz de criar condições reais de desenvolver-se. Lutar por espaços dignos que levem você a um crescimento, a mudar o quadro atual.

Como fazer isso?

Se organizando. Nas palavras de Chico Sciense: “eu me organizando posso desorganizar”. Desorganizar o quê? Esse sistema sócio-político- econômico que nos sujeitos aos piores lugares.

A história já mostrou que quando os jovens se organizam as estruturas tremem. Veja o papel da UNE na luta contra a falta de Nacionalismo quando tentaram impedir a criação da PETROBRÁS em 1953. Na luta pela democracia nos anos de chumbo, no Fora Collor, o último grande embate, onde expulsamos um presidente. A história prova a força que os jovens têm.

Lanço uma pergunta especificamente à juventude Pacajuense:

Como você está sendo tratado pelo poder público?

Onde estão os espaços de lazer? Teatro? Dança? Skate? Futebol? Educação? Cadê o cursinho?

Vou parar são tantas perguntas, minha revolta aumenta!

Só mais uma pergunta: VOCÊ VAI FICAR AÍ PARADO OU VAI SER A REVOLUÇÃO EM PESSOA?