SEJAM BEM VINDOS

"Caros companheiros, esse espaço é dedicado a textos políticos, históricos e filosóficos como também para as ações do Nosso Mandato Popular.
Leia, discuta, critique e divulgue nossa luta."
Profº Glauber Robson

Acompanhe o Mandato do Prof. Glauber no YouTube

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domingo, 15 de novembro de 2009

120 Anos de República.

O século XIX foi marcado pelas independências das Colônias européias na América, a grande maioria delas tornaram-se repúblicas. Porém no Brasil ocorreu um caso atípico, tornamo-nos independentes politicamente de Portugal, mas adotamos um regime monárquico.
Vivemos nossos primeiros 67 anos de independência política sobre a égide do Império (Primeiro e Segundo Reinados, e ainda um Período Regencial). Em 1889 um golpe destituiu o Imperador Dom Pedro II e instituiu o modelo republicano em nosso país. Um golpe organizado pela elite civil e que teve como principal motor a participação dos militares, que tinham ganhado autonomia e conhecimento sobre o modelo republicano durante a Guerra do Paraguai.
A República (res=coisa, public=pública, sendo então a gestão da coisa pública) deve ser construída na vontade do povo e na observância as leis. Estes 120 anos de república no Brasil, foram marcados pela usurpação do patrimômio coletivo e na noção de que o Estado é um instrumento para obtenção de vantagens pessoais e individuais. Criando assim um paradoxo entre a teoria e a prática do que deve ser um governo republicano.
Desde o Governo de Deodoro da Fonseca, militar que simbolicamente liderou o processo que livrou o Brasil da Monarquia, muitas foram as vezes em que nossos governantes optaram pelo confronto com a legalidade. Vargas enraizou-se no Poder e dissolveu o Congresso para outorgar uma nova Constituição, que garantia sua permanência no poder.
A legalidade, base da República, foi várias vezes vilipendiada. Linhas sucessórias foram desrespeitadas, como no caso do vice de Jânio Quadros, João Goulart, impedido de assumir em 1961, após a renúncia do titular.
O povo brasileiro foi sempre relegado a segundo plano, não participou das decisões importantes, sua representatividade foi tolhida por medidas arbitrárias seja sobre as artimanhas Getulistas, ora ditatoriais ora constitucionais, ou sobre os terríveis Anos de Chumbo (1964-1985). As ditaduras marcaram profundamente nossa história, dos 42 Presidentes que tivemos, 15 foram militares.
Certo é que civis ou militares muitos atentaram contra a essência do republicanismo. No período compreendido entre 1889 e 2009 quem governou o Brasil não foram apenas Ditadores e individuos eleitos, alguns justos, outros aventureiros e uns tipos messiânicos. No Comando de nosso imenso Brasil estiveram também a corrupção e o patrimonialismo, que são outros nomes da usurpação do patrimônio coletivo e do uso do Estado para obtenção de vantagens individuais.
"O Golpe de Estado é a prática, aprendida na era do absolutismo, de negar os direitos públicos. Nesta arte, o Brasil é mestre."
Vivenciamos hoje um bom "surto" de democracia, o país avança na revolução social porém a marca dolorosa da corrupção e do clientelismo ainda galopa nesse imenso país, deixando marcas profundas em nosso povo. Precisamos nos conscientizar e forjar a participação popular,das massas, rompendo os modelos estabelecidos, barreiras e preconceitos, organizando a luta em prol de uma república de fato e de direito.
Precisamos arrancar o véu da alienação que coloca nossas vidas como satélites do dinheiro, tornando-nos uma massa inerte que baseia suas vidas no ter em vez de valorizar o ser. Incapazes de construir uma verdadeira República de sair da condição de marionetes e tornar-se verdadeiramente sujeitos do processo histórico.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

20 ANOS DA QUEDA DO MURO DE BERLIM

Esta semana comeorou-se com festa e entusiasmo os vinte anos da queda do Muro de Berlim, construído em 1961, foi símbolo da divisão do mundo em dois blocos, sendo um dos maiores símbolos da Guerra Fria. Onde o regime Comunista liderado por Moscou opos-se ao regime Capitalista liderado por Washington.
Para muitos teóricos, cientistas políticos a queda do Muro simbolizou o colapso do Mundo Comunista. Era a prova do fracaso de um regime que fora implantado em 1917, como uma alternativa ao Capitalismo. E principalmente entre 1945 e 1989 (período entre o Fim da 2ª Guerra Mundial e a queda da URSS), foi um período crítico, onde por várias vezes o mundo esteve a beira de colapso, com a iminência de uma guerra nuclear. As disputas bélicas, espaciais e de propaganda mascararam a real face desses regimes tão dicotômicos e análogos.
Dicotomicos pela essência, um baseado no Livre Mercado, na liberdade, na competição como fruto das leis naturais da economia, lei do mais forte. Outro tem suas bases na economia Planificada, nas rigidas leis e na falta de liberdade economica.
Análogos nos métodos utilizados para se sobrepor um ao outro. Ambos forjaram sua supremacia em suas áreas de influência, tomando como base uma imposição severa, na força de sua economia ou de seu potencial bélico. Mas você pode, caro leitor, questionar: esse foi o modelo Soviético, Ditatorial. Sim. É verdade, porém os Estados Unidos, comandantes do Capitalismo no Pós-Guerra também usaram os mesmos métodos, talvez até mais além. Veja alguns exemplos: o apoio a golpes de estado e governos ditatoriais em vários países da América Latina, como Brasil, Uruguai, Chile, Guatemala entro outros. A invasão ao vietnã. Para os ianques, democracia e liberdade só nos seu território. Para os seus satélites guerras, desstruição, fome e secção de direitos constitucionais e humanos.
Quando Gorbachetv anunciou o fim da URSS os defensores do Capitalismo anunciaram sua vitória sobre o "nefasto" sistema que tanto assombrou o mundo capitalista. Alguns escreveram que era o fim da história, com se o maniqueísmo Bipolar tivesse deixado de existir.
Veio a tona então um mundo multipolar, alicerçado em modelo neoliberal baseado no enfraquecimento do Estado, teoria do Estado Mínimo, valorização da "Liberdade Econômica.
Foi uma febre, o Capital conseguiu em alguns países implantar reformas sociais significativas que maquiaram os problemas socias crônicos, fazendo com que criasse a sensação de avanço e uma paralisação dos movimentos sociais que perderam seu referencial.
No entanto a hegemonia do Capitalismo Neoliberal, pós queda do Muro de Berlim. Não conseguiu completar sua duas décadas de supremacia. A Crise Econômica que estourou em 2008 trouxe de volta uma velha discussão que parecia ultrapassada. Como resolver as desigualdade vigentes no mundo com a falência do "imbatível" Capital?
Como alinhar crescimento econômico e divisão de renda em um mundo marcado pela concorrência entre nações?
Cabe a nós refletir sobre um novo modelo, capaz de romper os Muros Invisíveis que ficaram. O muro de concreto e arame farpado soçobrou, porém os muros que sustetam a fome, a miséria, a falta de educação, a concentração de renda, os latifundios, os apartheids dos século XXI que fazem crescer as legiões de escravos modernos. Escravizados pela falsa necessidade de consumir cada vez mais e mais, esquecendo o que são e pautando sua vida num corre-corre consumista que os leva ao consumo desenfreado que reproduz as tristes relações de dominação de uma minoria sobre a grande maioria.
Relegando uma imensa massa a condições desumanas, vistos escória que quando não serve de mao-de-obra barata ou de exército de reserva é tratado como um peso a ser carregado.
A solução a esse modelo continua sendo o Socialismo.
Um Socialismo moderno moldado no mundo atual, de olho nos velhos problemas, com visão no século XXI com seus desafios. Observando os erros do chamado "Socialismo Real" e mostrando que esse modelo foi uma experiência errônea, mas que teve seus pontos de avanço, principalmente no atendimento as necessidades básicas da população dos países onde foi implantado.
Construir um mundo pautado na justiça esse é nosso desafio. A baixo
os muros invisíveis, que são mais fortes que qualquer concreto.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A Carlos Marighella.

"Retiro da maldição e do silêncio e aqui inscrevo teu nome de baiano: Carlos Marighella." Jorge Amado.

Aos 4 dias do mês de novembro de 1969, na Alameda Casa Branca era brutalmente executado o Comandante da ALN - Ação Libertadora Nacional, Carlos Marighella, em uma emboscada armada pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury, líder do esquadrão da morte, grupo terrorista que vivia sobre a proteção do estado ditatorial vigente em nosso país de 1964-1985.
Marighella teve sua vida inteira dedicada a revolução comunista, baiano de nascimento, radicado em São Paulo, militou no PCB (Partido Comunista Brasileiro)desde da juventude, destacando-se como um dos mais combativos militantes, dotado de uma excepcional capacidade de trabalho e admirável coragem.
O primeiro embate com os órgaos de repressão foi ainda no governo Vargas, quando foi preso pela policia política de Felinto Muller.Como membro da constituinte de 1946 teve importante papel na elaboração daquela que seria nossa Carta Magna até 1964.
Durante a Ditadura Militar rompeu com o PCB, que adotara uma linha branda, esperando que o regime instalado cedesse e então os comunistas pudessem voltar a legalidade, essa cissão criou o Agrupamento ou Organização, formado principalmente por militantes paulistas.
Essa organização tornou-se posteriormente a ALN. Que combateu duramente o Regime Militar que administrava o país com mão autoritária. Assim como outros grupos a ALN, foi duramente perseguida e exterminada, assim como toda a luta armada, no Governo do General Médice, que governava sobre a égide do AI-5.
Símbolo de brasileiros que lutaram pela democracia e contra a tirania, organizações como a ALN foram fundamentais para a democracia que temos hoje.
Não podemos esquecer dos nossos verdadeiros heróis, que lutaram e construíram uma país melhor.
Salve as Lutas Revolucionárias contra a Ditadura, Salve Marighella!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Falta de Compromisso com Nossa Juventude.

Falta de Compromisso com Nossa Juventude.
Mais uma vez o Poder Público Municipal deixa claro sua falta de compromisso com nosso povo, em especial com a Juventude. Como se não bastasse a suspensão do Cursinho Pré-Vestibular, onde foram prejudicados cerca de 200 alunos que buscariam aprovação em concurso vestibular na reta final de 2009, a “Reforma da Quadra” do Centro Social: que parou, a ineficácia da Secretaria do Esporte e Juventude que não apóia o esporte amador do município, basta ver os ciclistas ( quem tem que ir pedalando para os locais de competição), os skatistas que há anos são vítimas do descaso e do preconceito. A ausência de transparência na Secretaria de Educação que deveria ser a porta de libertação de nossas crianças. Mas que, no entanto foge a denúncias, se esconde por trás de um véu.
Por último o ônibus dos Universitários, como é conhecido o transporte que leva os estudantes dos níveis técnicos e superior, que vão em busca de conhecimentos para aplicar e desenvolver nossa amada cidade. Seguidos são os “pregos” desse transporte, é pneu furado, falta de combustível... Por último: até foram vítimas de um assalto! São vidas em risco senhor Prefeito, são pacajuenses que contribuem, pagam seus impostos, dedicam – se em busca de conhecimentos para melhorar sua vida, dos seus e de toda nossa gente, pois bem sabemos que somente através do conhecimento mudaremos o quadro de abandono em que se encontra nossa terra.
Ao que parece o poder público não está querendo esse desenvolvimento, continua querendo uma massa inerte, incapaz de lutar por condições dignas. Isso é vantajoso para aqueles que fazem da vida pública um meio de se beneficiar, enquanto a maioria vive a mercê de condições indignas de vida.
Não ficaremos parados, enquanto houver uma injustiça estaremos lá, lutando, fazendo acontecer pequenas revoluções em mentes e coraçoes que acreditam e lutam por dias melhores. O lema de nossa Juventude deve ser: “o Estudo, o Trabalho e a Luta Política.” Precisamos construir uma geração capaz de tomar em suas mãos a responsabilidade de um Pacajus de Todos.
Como dizia Chico Science: “Eu me organizando, posso desorganizar.” Então vamos nos levantar e dizer que não somos mudos, que sabemos nossos direitos e que os exigimos agora! Vejamos o exemplo dos Servidores Municipais que se organizaram e conseguiram avanços na luta por condições dignas de trabalho.
Como dizia o comandante Che Guevara: “ Sejamos realistas, Exijamos o impossível...”
A Luta e a Vitória sempre!

sábado, 17 de outubro de 2009

Vitória do Povo!

Em nossa cidade, as últimas semanas foram de tensão, indignação e revolta por parte de nossos servidores municipais, como também de toda a população.A Administração Municipal, infelizmente, repetindo velhas e danosas práticas, castrou direitos Constitucionais dos nossos servidores municipais:retirou, de forma arbitrária e unilateral, o adicional noturno dos vigias, direito garantido pelo Art. 7º, inciso IX da Constituição Federal. Tal medida provocou grande revolta e forte mobilização da categoria que, também, trouxe à tona outros importantes direitos negados, como medição e pagamento dos adicionais de periculosidade e insalubridade, e reivindicação da imediata reformulação do PCCR- Plano de Cargos, Carreira e Remuneração dos Profissionais do Magistério, e a imediata convocação dos aprovados no último concurso público, realizado em 2007 e, claro, o retorno incondicional do adicional noturno.
Em Assembléia Geral, a categoria, dia 7 de outubro, decidiu fazer uma grande mobilização, com concentração e uma passeata, destinada até a sede da Prefeitura Municipal, para reivindicar os seus mais justos direitos, usurpados arbitrariamente pela Administração Municipal atual.Foi feita ampla divulgação na imprensa local e estadual, contando-se com o apoio dos Vereadores Professor Gláuber e Joseílton, e do Dep. Estadual Artur Bruno. Então, na véspera do evento, certamente receoso das repercussões de uma passeata pelas ruas de nossa cidade, e sabedor da forte mobilização da categoria para o evento, o poder municipal cedeu e, em hábil manobra política, chamou a representação sindical dos servidores para uma mesa de negociação; nela, houve o avanço, pois as leis descumpridas voltaram a ser respeitadas! Foi uma grande vitória da mobilização de nossa gente, uma vitória daqueles que lutam que vão à rua, mesmo sofrendo pressão, recebendo ameaças de toda sorte, mas que saem de braços erguidos, sem medo de serem felizes! Mas é fundamental que não se esqueça uma coisa: esta atitude do poder municipal não foi nenhuma demonstração de bondade do Sr. Prefeito, mas sim o reconhecimento claro da força da mobilização popular, da união dos trabalhadores e trabalhadoras do nosso município! Sem a mobilização, sem a presença dos que foram à praça pública, dos que não cederam às ameaças, nada teria sido conseguido! A força do trabalhador está na força de sua união e de sua mobilização!
É claro que temos a consciência do avanço: num passado recente, os servidores e/ou seu sindicato sequer eram recebidos pelo poder público; no entanto, reconhecemos que ainda temos muito a construir, pois são muitas as conquistas por vir, para melhorar a qualidade de vida de nosso povo, nas escolas, nos postos de saúde, na segurança e no lazer... Não temos o direito de mais uma vez desrespeitar a confiança em nós depositada pelo nosso povo!Uma cidade boa para todos se faz com um bom serviço público de qualidade, e este só se alcança com servidores públicos bem tratados e respeitados pelo administrador municipal. Unidos e mobilizados, faremos um Pacajus com bons resultados para todos e para todas!

domingo, 11 de outubro de 2009

O DESRESPEITO COM O SERVIDOR PÚBLICO!

Caro leitor, venho lhe trazer nossa indignação com as atitudes do Sr. Prefeito Municipal de Pacajus. É inadimissível que o trabalhador pacajuense pague o preço pela falta de organização da atual gestão, pois os recursos não caíram suficientemente para que se adote medidas arbitrárias com a de suspender o direito constitucional daqueles servidores que prestam seus serviços a noite. Não podemos admitir que os serviços públicos municipais, precários, graças a décadas de abandono de nossa gente por aqueles que administraram nossa amada Pacajus, sejam ainda mais prejudicados e que os servidores sejam mais uma vez esmagados e usados como: "o boi de piranha".
Lutar pelo Direito do Trabalhador, fazer valer a Constituição Federal é esse nosso objetivo. Acreditamos que juntos iremos construir um Pacajus de todos, com respeito a nossa gente.
Não ficaremos parados perante essa injustiça! Precisamos nos unir, construir uma frente em defesa de nossa gente, com muita força e a certeza de que as injustiças seram derrotadas com a força de nossa união.
Até a vitória sempre!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

HOMENAGENS A BERGSON GURJÃO.

"Bergson Gurjão, bravo guerrilheiro, herói da juventude e do povo brasileiro..." Foi com essas palavras de ordem que foi recebida a urna funerária com os restos mortais do guerrilheiro cearense, morto em 1972, pelos agentes da Ditadura Militar nas selvas do Araguaia. O cenário era a Reitoria da Universidade Federal do Ceará - UFC, onde Bergson estudou e foi vice-presidente do DCE. Ao ouvir depoimentos de muitas pessoas, ex-guerrilheiros, familiares, amigos, estudantes e de pessoas que assim como eu apenas conhecem a história de Bergson.Fiquei a me perguntar emocionado se nossas lutas valem a pena, se vale a pena lutar para construir uma sociedade menos desigual, se vale a pena lutar pelo Socialismo...
A resposta a minha própria indagação foi imediata. Vale sim a pena!
Se hoje temos uma democracia em nosso país devemos a pessoas que como Bergson foram capazes de dar o próprio sangue em nome do que acreditaram. O exemplo de Bergson se confunde com o de tantos outros e serve de inspiração para nossa juventude. É disso que nós precisamos de pessoas que lutem por seus ideais, construam sonhos...Que pensem o impensável e construam o impossível. Que tenham em mente que a luta de Bergson e seus companheiros do Araguaia e de outros que lutaram pela Democracia em nosso país foi vitoriosa...Hoje podemos contar com uma Constituição democrática e cidadã, grande vitória. Porém não podemos esquecer da Ditadura da Miséria, da Mídia elitista, do Capitalismo que segrega nossa gente, da falta de oportunidade para nossa juventude.
Hoje temos nossas guerras, guerras duras e cruéis que precisam ser encaradas de frente, lutar como disse o comandante Che Guevara contra qualquer injustiça que esteja sendo praticada em qualquer parte do mundo.
Lutar e vencer, nossa luta é árdua, muitas vezes ingrata...porém nobre e cheia de alegrias, pois é coletiva. Lutamos por todos!

sábado, 26 de setembro de 2009

Considerações sobre o caso Secretaria de Educação.

CARTA AO POVO DE PACAJUS.
Caro conterrâneo, venho através destas breves palavras trazer a você minha total indignação e protesto quanto a falta de clareza com a qual foi conduzida a apuração das denúncias de suposto superfaturamento dos recursos do PDDE, Programa Dinheiro Direto na Escola. Esclareço que cumpri o meu papel de parlamentar eleito com o voto do povo pacajuense, solicitei através de requerimento que a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Pacajus convocasse o Secretário de Educação do município para prestar esclarecimentos sobre a denúncia feita a ele em uma emissora de TV local. Porém quando posto em votação o requerimento foi reprovado, apenas dois vereadores: Professor Glauber e Joseilton optaram pela investigação do fato.
O dinheiro do programa PDDE, é um dinheiro público e a nosso ver o dinheiro público deve ser tratado com zelo e responsabilidade, não queremos aqui fazer acusações a ninguém, mas por que não INVESTIGAR? Por que deixar pra lá como se nada tivesse acontecido? Foram feitas denúncias e por que não apurá-las? Do que o Secretário está se escondendo? Caro leitor tenho tido o Maximo cuidado procurando ser justo em minhas posições na Câmara Municipal. O que é do bem de nossa gente temos votado com prazer e o que a nosso ver é prejudicial temos tentado negociar e chegar a um consenso e votado contra quando não é do bem de todos, quebrando uma tradição de beneficiar apenas alguns grupos de nossa cidade. Estivemos presentes na luta por um horário justo para os Profissionais da Educação, fomos enérgicos em busca de melhorar o Estatuto dos Servidores Municipais, ampliando os direitos destes. Lutamos para barrar artigos que julgamos danosos na Lei que trouxe de volta a Previdência Municipal. Discutimos e conseguimos alterar o texto original do Código de Posturas do Município que a nosso ver prejudicaria o comércio local.
Por isso me senti na OBRIGAÇÃO de lhe trazer o meu sentimento que é de indignação e tristeza, mas com o coração cheio de esperança de que juntos ainda vamos construir um Pacajus transparente e com amplo acesso da população aos gastos públicos. Lembre-se leitor o que é público é de TODOS, não é daqueles que administram. Os agentes públicos têm a obrigação de cuidar do que é do POVO. A obrigação de um governante é cuidar bem do seu povo. É o que vamos continuar cobrando da atual administração, que possa cumprir seu papel de agente público.
Espero ter sido claro e objetivo nestas curtas palavras, aqueles que acreditaram e acreditam no nosso trabalho tenham a certeza de que continuaremos juntos lutando, construindo dia-a-dia um Pacajus melhor. Jamais nos tornaremos indiferentes ante qualquer injustiça! Até a vitória sempre.
Professor Glauber Robson, Vereador do Partido dos Trabalhadores.
Entre em contato conosco. Email: professorglauber13500@hotmail.com ou (85) 8899-7430. Visite também nosso Blog: www.professorglauber13500.blogspot.com

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Carta a Juventude Pacajuense.

Tenho feito muitas reflexões sobre os sonhos e os desafios de nossos jovens. Lembro-me de um pensamento do grande revolucionário argentino de nascimento e cidadão do mundo por sentimento, Che Guevara: “A argamassa fundamental de nossa obra é a Juventude, nela depositamos nossa esperança e o preparamos para tomar de nossas mãos a nossa bandeira de luta”

Então, faço a seguinte pergunta: A juventude realmente está sendo a argamassa de nossa obra? Realmente depositamos nela esperança? Estamos preparando nossos jovens para assumir postos importantes? A resposta das três perguntas é não!

No atual cenário sócio-político-econômico em que atuamos, o jovem carrega o peso da transitoriedade, por isso não é percebido como agente político. Não participa ativamente das decisões, sendo submetidos a planos inferiores. Um grave erro! Que cria uma juventude inerte, incapaz de reconhecer e lutar por seus direitos e se sujeitando a migalhas e favores onde na verdade são direitos garantidos e inalienáveis que são dados a conta gotas.

O que é ser jovem no Brasil hoje?

É pertencer a um grupo de cerca de 40 milhões de pessoas, ou seja, 20% da população do país. É está ligada de alguma forma ao mundo do trabalho, pois de cada 10 jovens entre 15 e 24 anos, 7 estão trabalhando ou buscando trabalho. É cumprir uma longa jornada de trabalho associada aos estudos.

É fazer parte daqueles que tem como maior preocupação o desemprego e a violência. É uma imensa massa que é jogada a segundo plano, por está em formação.

No entanto, você jovem tem que se conscientizar do seu papel, papel de “produtor do mundo”, ou seja, capaz de criar condições reais de desenvolver-se. Lutar por espaços dignos que levem você a um crescimento, a mudar o quadro atual.

Como fazer isso?

Se organizando. Nas palavras de Chico Sciense: “eu me organizando posso desorganizar”. Desorganizar o quê? Esse sistema sócio-político- econômico que nos sujeitos aos piores lugares.

A história já mostrou que quando os jovens se organizam as estruturas tremem. Veja o papel da UNE na luta contra a falta de Nacionalismo quando tentaram impedir a criação da PETROBRÁS em 1953. Na luta pela democracia nos anos de chumbo, no Fora Collor, o último grande embate, onde expulsamos um presidente. A história prova a força que os jovens têm.

Lanço uma pergunta especificamente à juventude Pacajuense:

Como você está sendo tratado pelo poder público?

Onde estão os espaços de lazer? Teatro? Dança? Skate? Futebol? Educação? Cadê o cursinho?

Vou parar são tantas perguntas, minha revolta aumenta!

Só mais uma pergunta: VOCÊ VAI FICAR AÍ PARADO OU VAI SER A REVOLUÇÃO EM PESSOA?

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Independência mesmo que tardia!

Neste mês de setembro completamos 187 anos de independência política. Com muitos questionamentos a fazer, o que é mesmo Independência? Somos mesmo independentes?
Para responder tais questionamentos é necessário colocarmos alguns pontos: nosso país foi durante 322 anos colônia de exploração portuguesa, ou seja, os portugueses daqui só retiravam riquezas, não havia investimento no território brasileiro. Depois da "Independência", ficamos ainda sob o julgo de uma elite luso-brasileira e com um governo imperial, enquanto nossos vizinhos tornaram-se independentes e logo constituiram governos republicanos.
Tal fato atrasou nossa luta democrática e republicana. Em 1889, venho a sonhada República, através de um golpe patrocinado pelas elites, entada-se por elites caro leitor, aqueles grupos que concentram em suas mãos a riqueza do Brasil enquanto a maioria da população amarga as piores condições. Desde então vivemos reféns destes grupos que lucram com a miséria de nossa gente.
Mas não pretendemos aqui dar uma aula de história. Queremos refletir sobre Independência. Independência é ter um povo que tenha acesso a saúde, educação de qualidade capaz de fazer o individuo pensar e refletir os problemas, é ter acesso a moradia digna, trabalho e lazer.
Então pergunto: Somos independentes? Não!
Desde 2003, com o Governo do Presidente Lula iniciamos uma verdadeira independência das CAMADAS MAIS POBRES do Brasil, com investimentos enérgicos na distribuição de renda, educação e crédito para os brasileiros.
Mas temos muito, muito a conquistar, independência é liberdade e a liberdade se conquista um dia por vez, temos conquistas a fazer e não podemos parar um momento, lutar conquistar vencer os obstáculos, lado a lado com a família os amigos. Para avançar nas conquistas precisamos nos organizar nos bairros, sindicato.s, nas associações nos grêmiso estudantis e garantir nossa verdadeira e definitiva Independência
.
NO NOSSO PRÓXIMO TEXTO ALGUNS ESCLARECIMENTOS SOBRE O PRÉ-SAL.
AGUARDE!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

REFLEXÕES SOBRE A CRISE POLÍTICA BRASILEIRA - II

Olá caro leitor, continuaremos nossas reflexões sobre a atual crise política que afeta nosso país, vivemos um complicado. No entanto precisamos cumprir nosso papel de informar e discutir sobre o atual quadro. A iminência de uma eleição nos coloca a seguinte pergunta: O que realmente a oposição ao governo Lula quer com a CPI da PETROBRAS? Com a polêmica em torno das denúncias a José Sarney? Observe bem os dados que seguem: a Petrobrás é a sétima empresa do mundo, ela descobriu as reservas do Pré-Sal. Isso significa muitas riquezas que estão a quilometros no fundo do mar. Para isso a Petrobras precisa de recursos para investir na extração dessas riquezas e esses recursos virão justamente dos investidores que comprarão ações da empresa. Porém a jogada da oposição, representada principalmente pelo PSDB e o DEM ex- PFL. É forjar uma CPI que criará um descrédito da nossa estatal do petróleo fazendo com que o valor das ações da PETROBRAS caiam e assim o governo precisará vender parte significativa da empresa para poder explorar o PRÉ-SAL. Por isso o governo tenta barrar a CPI, que seria prejudicial ao país. Mas você nesse momento pode se perguntar, por que a oposição quer isso? Ora, eles são a favor da privatização, ou seja, querem vender as empresas que pertencem ao governo, que por sua vez são nossas.
Vale ressaltar que os recursos do Pré-Sal irão principalmente para educação e distribuição de renda do país o que é demais para a elite brasileira, usar riqueza para educar filho de pobre e dá condições para tirar miseráveis da indigência. Eles não querem distribuir renda pois precisam de gente pobre e mal- educada para continuar comprando votos e reproduzindo esse sistema.
E o Sarney? Esse não precisamos comentar muito, todos sabemos que é um político velho viciado, acostumado a se beneficiar do poder, transformou o Estado do Maranhão em um Feudo Medieval, mesmo com tantos recursos naturais a sua disposição. Desde a Ditadura Militar ele vem se metamorfoseando e sugando o que é público direta ou indiretamente. Por isso merece nosso total repúdio. No entanto algo precisamos esclarecer: o PMDB, partido ao qual Sarney pertence e é uma grande liderança, é o maior do país e portanto um aliado precioso para as eleições de 2010. É o que podemos definir como um mal necessário para que o PT possa continuar revolucionando o país com investimentos na educação, saúde, moradia e principalmente distribuição de renda. Então não vamos nos iludir, rasgue o véu da imprensa elitista e lute para que o Brasil possa continuar crescendo e se tornando cada vez mais um País de Todos! SALVE LULA!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

REFLEXÕES SOBRE A CRISE POLÍTICA BRASILERA - I

Nosso país historicamente foi governado por elites que concentraram as riquezas nas mãos de poucos enquanto a grande maioria da população brasileira foi marginalizada. Foram 502 anos de domínio politico econômico de um grupo que em nada se preocupou com as massas sejam organizadas ou desorganizadas. Em 2002 o Povo brasileiro reconheceu num trabalhador, sua semelhança e o colocou na presidência do Brasil, onde as elites cegas com seu egocentrismo, acreditavam piamente que seria um desastre politico-econômico, no entanto foram surpreendidos por uma revolução popular onde em 6 anos de governo foram tirados 21 milhões da miséria, as D e E, ascenderam e passaram a consumir produtos que outrora viam apenas na Televisão. 430 mil jovens receberam bolsas para estudar em Universidades particulares, mais de 2 bilhões de reais estão sendo investidos nas Universidades Públicas Federais, o número de Universidades e Centros Tecnológicos no país cresceram mais nos últimos sete anos que em todo o século passado. 11 milhões de pessoas são beneficiários do Programa Bolsa Família...Nas próximas reflexões elencaremos mais conquistas do Governo do Presidente Lula. Essa elite que citamos no inicio é responsavel por mobilizar a imprensa e uma corja que ocupa cargos públicos e que se auto - definem como modelos de ética e moral, onde na verdade seus passados os condenam.
Caro leitor, você lembra da crise de 2005? Véspera das eleições presidenciais, Mensalão, Eleição de um "certo" Severino Cavalcante para a Presidência da Câmara dos Deputados? Qual o objetivo? Moralizar o Estado Brasileiro ou impedir o retorno do Metalúrgico a Presidência?
São muitas perguntas e uma mesma resposta: A crise foi criada para paralisar o Desenvolvimento do país.
Encerro essa reflexão com uma pergunta: Você caro leitor ver alguma relação entre a crise de 2005 e a de 2009? Na próxima reflexão detalharemos as relações entre os dois momentos, pois a história só se repete como farsa, assim já nos orientara, há mais de um século e meio o companheiro Karl Marx.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Um breve Histórico da Universidade no Brasil.

A Universidade tal como a conhecemos é uma invenção Ocidental, a primeira data do séc. XI, precisamente 1088 na Itália, cidade de Bologna.
No Brasil, nos primeiros 20 anos do sec. XVIII, houve uma descentralização da educação colonial, mas os cursos se restrigiam a técnicos e militares.
Podemos enxergar neste quadro um atraso no Ensino Superior Brasileiro, pois os países de colonização espanhola, como a Argentina, contam com universidade desde o séc. XVI. Somente após 720 anos da fundação da primeira universidade no mundo é que em 1808 é criada a primeira Universidade Brasileira com a vinda da Família Real Portuguesa para o Brasil. Foram criados os cursos de cirurgia e anatomia e formação de marinheiros. Sendo que os cursos da "moda", ou seja, os mais importantes não foram permitidos por Dom João VI. Entre eles podemos citar o curso de Direito, que só viria a ser implantado em 1827, pelo Imperador D. Pedro I.
No contexto brasileiro, a universidade com campos multidisciplinares como a conhecemos hoje é uma realidade do séc. XX.
Hoje o Brasil conta com um aparato de 53 Universidades Federais. Sendo que está em implantação uma grande reforma do Ensino Superior e Tecnológico no Governo do Presidente Lula. O REUNI, pretende investir 2 bilhões de reais nas universidades federais, com o objetivo de elevar a oferta em cursos de nível superior dos atuais 2570 para 3601. O mesmo programa visa dobrar os cursos noturnos para facilitar o acesso dos trabalhadores ao nível superior.
Como você pode ver, caro leitor, o atual governo visa romper uma barreira secular de concentração do ensino superior nas mãos de poucos, com investimentos na ampliação das Universidades, vale ressaltar projetos com a UAB, o PROUNI, o FIES entre outros.
Qualquer dúvida, sugestão ou crítica entre em contato conosco. Prof Glauber.